O Alice in Chains foi formado em Seattle em 1987 e é uma das bandas mais importantes do movimento Grunge, embora o som deles sempre tenha transitado com facilidade entre o rock alternativo e o heavy metal, criando uma identidade própria dentro da cena. Com Layne Staley nos vocais, Jerry Cantrell na guitarra, Mike Starr e depois Mike Inez no baixo, e Sean Kinney na bateria, a banda gravou discos como Facelift, Dirt e Jar of Flies que permanecem entre os mais influentes do período.
Layne Staley morreu em 5 de abril de 2002, aos 34 anos. Essa perda marcou profundamente a cena de Seattle e encerrou um capítulo importante na carreira da banda. O Alice in Chains voltou a gravar e a se apresentar anos depois, com William DuVall assumindo os vocais. Mas os endereços que este roteiro percorre estão todos ligados ao período em que Seattle era o centro do mundo para o rock alternativo e o Alice in Chains era uma de suas principais razões.
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Gas Works Park: onde o Alice in Chains fez sua primeira sessão de fotos em Seattle
Endereço: 2101 N Northlake Way, Seattle


Em 1990, o Alice in Chains escolheu o Gas Works Park para sua primeira sessão oficial de fotos.
O parque combina áreas verdes com as estruturas de ferro de uma antiga usina a gás, ainda presentes em parte do terreno. Esse contraste visual, raro entre os espaços públicos de Seattle, era justamente o que a banda procurava naquele momento.
Para quem acompanha a trajetória do grupo, a visita vale a pena. Hoje, porém, os equipamentos industriais estão cercados por grades, e o enquadramento exato das imagens originais não pode ser reproduzido. Ainda assim, a atmosfera do lugar preserva uma conexão direta com esse momento inicial da banda.
London Bridge Studio: o estúdio clássico do grunge frequentado pelo Alice in Chains
Endereço: 20021 Ballinger Way NE, Suite A, Shoreline


O London Bridge Studio teve um papel central na trajetória do Alice in Chains e de outras bandas da cena de Seattle na mesma época, como Mother Love Bone, Soundgarden e Pearl Jam.
O Alice in Chains passou pelo estúdio em diferentes momentos, gravando trabalhos como Facelift (1990), seu álbum de estreia, o EP Sap (1992) e Jar of Flies (1994).
Hoje, o estúdio pode ser visitado mediante agendamento pelo site oficial. As visitas acontecem, em geral, aos sábados, com a possibilidade de tours guiados por produtores em outros dias da semana. Ao longo do percurso, o visitante encontra placas comemorativas, fotografias e flyers que ajudam a reconstruir aquele período.
Moore Theatre: o show do Live Facelift e um momento decisivo da cena
Endereço: 1932 2nd Ave, Seattle



Para os fãs do Alice in Chains, o Moore Theatre é parada obrigatória em qualquer roteiro por Seattle.
Foi aqui, em dezembro de 1990, que a banda gravou o Live Facelift. E essa foi uma noite foi densa: quem abriu o show foi a banda Mookie Blaylock, nome provisório que o Pearl Jam usava em sua fase inicial, e Chris Cornell subiu ao palco para tocar músicas do Temple of the Dog.
O Alice in Chains voltaria ao Moore ao menos em outras três ocasiões: 1991, 2006 e 2009, sendo os dois últimos já com William DuVall nos vocais.
O Mad Season, banda que reunia Layne Staley e Mike McCready do Pearl Jam, também gravou aqui em agosto de 1995 o registro Live at The Moore.
O teatro, inaugurado em 1907 na 1932 2nd Ave, recebe visitas guiadas gratuitas todo segundo sábado do mês, das 10h ao meio-dia, com reserva pelo site oficial.
The Crocodile em Seattle: show surpresa e homenagem ao Alice in Chains
Endereço: 2505 1st Ave, Seattle

O The Crocodile é um clube que já recebeu diversas bandas expressivas para a cidade e para os anos 1990, como Nirvana, Candlebox, Tad, Mudhoney e Melvins.
Entretanto, o Alice in Chains tem uma ligação direta com o The Crocodile que vai além dos shows. Quando a casa reabriu em 2009, após dois anos fechada, Sean Kinney, baterista da banda, estava entre os novos donos.
Em 22 de agosto de 2018, o espaço recebeu uma pop-up store do Alice in Chains: fotos raras, equipamentos usados ao longo das décadas, produtos de edição limitada e um show surpresa.
O The Crocodile, hoje na 2505 1st Ave, abriu originalmente em 1991 na 2200 2nd Avenue e segue ativo, a poucas metros de onde começou.
A última casa de Layne Staley em Seattle (University District)
Endereço: 4528 8th Ave NE, Apt. 5C, Seattle


O University District, bairro ao norte do centro de Seattle, guarda o endereço onde Layne Staley viveu seus últimos anos.
Foi no apartamento 5C da 4528 8th Ave NE que Layne morou de 1997 até sua morte, em 5 de abril de 2002, aos 34 anos.
Dentro do apartamento, ele mantinha um pequeno estúdio; a música permaneceu sendo parte de sua vida mesmo nos anos de reclusão.
O edifício é privado e residencial e a visita é feita do lado de fora, com discrição e respeito aos moradores.
Antes desse endereço, Layne morou na 552 Ward Street, onde Mike McCready, guitarrista do Pearl Jam, o visitava para fazer música juntos como forma de ajudá-lo a diminuir o vício nas drogas. Esses encontros deram origem ao Mad Season, projeto que os dois dividiram com Barrett Martin e John Baker Saunders e que resultou no álbum Above (1995).
International Fountain: memorial de Layne Staley e o Layne Staley Day
Endereço: Seattle Center, 305 Harrison St, Seattle

A International Fountain, localizada no Seattle Center (305 Harrison St), tornou-se ponto de encontro de fãs do Alice in Chains em 20 de abril de 2002, um dia após a confirmação da morte de Layne Staley, quando foi realizado ali um memorial espontâneo.
Anos depois, em 22 de agosto de 2019, a então prefeita de Seattle, Jenny Durkan, oficializou a data como Layne Staley Day, escolhida por coincidir com o aniversário do cantor, que naquele ano completaria 52 anos.
Desde então, a data costuma ser marcada por vigílias na fonte e shows em sua memória em diferentes clubes da cidade.

