Para quem está cansado de guias de viagem de Paris que falam sempre do mesmo jeito, dos mesmos lugares, aqui no Travel 2 Concert a gente te ajuda a criar um roteiro próprio, motivado pelos seus interesses no rock, inclusive trazendo também o lado B de Paris. Neste artigo, vamos te guiar por um tour pela Paris de Jim Morrison, vocalista do The Doors.
Em março de 1971, Jim Morrison desceu de um avião em Paris com uma barba por fazer, o rosto marcado pelo excesso de peso e uma mala com cadernos e livros. Tinha 27 anos, era o vocalista de uma das bandas mais influentes do rock americano e estava, ao mesmo tempo, tentando escapar de tudo que isso significava.
Por que Jim Morrison foi para Paris?
Acompanhado de sua namorada Pamela Courson, Morrison foi para Paris com uma ideia relativamente simples: parar. Deixar para trás o julgamento em Miami, onde fora acusado de exposição indecente em um show, as pressões de Los Angeles e a persona do “Rei Lagarto” que parecia consumi-lo. Em Paris, Jim Morrison queria mergulhar em seu percurso na poesia.


Jim Morrison viveu na cidade por poucos meses, até sua morte em 3 de julho de 1971. Mas esse período está tão bem documentado – em relatos de quem o conheceu, em registros fotográficos, em fragmentos de poesia – que é possível, ainda hoje, percorrer os lugares onde ele caminhou e entender um pouco do que ele estava procurando.
Este roteiro foi pensado para quem quer conhecer um lado B de Paris e encontrar a energia de Jim Morrison perambulando pela cidade…


Lugares de Jim Morrison em Paris
1. Apartamento de Jim Morrison e Pamela Courson em Paris
📍17 Rue Beautreillis – 4º arrondissement


Comece aqui. É um dos pontos mais importantes deste roteiro e, ao mesmo tempo, o mais discreto: um edifício de pedra clara no bairro do Marais, com janelas charmosas e detalhes em ferro, que Jim Morrison descreveu como “cozy” – aconchegante, no sentido mais literário da palavra.
Morrison e Pamela alugaram um apartamento no terceiro andar em junho de 1971. É a janela da esquerda que você vê da rua.
O Marais é um antigo bairro judeu de Paris que, para Morrison, na década de 1970, não tinha nada que lembrasse sua rotina em Los Angeles. Portanto, era perfeito.
Foi também neste endereço que Morrison foi encontrado morto em 3 de julho de 1971, dentro da banheira do apartamento. Pamela Courson disse que, durante a madrugada, ele havia reclamado de dificuldade para respirar e foi tomar um banho. Quando ela acordou, o encontrou na banheira. No boletim médico consta que Jim Morrison morreu de insuficiência cardíaca. Mas as circunstâncias exatas nunca foram completamente esclarecidas.
O apartamento permanece sendo de propriedade privada – utilizado para fins residenciais e comerciais. E, por isso, seu interior não pode ser visitado.
O que chama a atenção também é que não há placa, não há marcação oficial na fachada. Mas poderíamos pensar que a falta de sinalização também diz algo sobre a Paris de Jim Morrison: ele buscava algum anonimato quando veio para cá.
Experimente chegar pela manhã, bem cedo, quando a Rue Beautreillis está vazia. Observe a fachada e a janela do terceiro andar. Se quiser, leve um dos livros de poesia de Morrison, encoste na fachada e leia um pouco. É provável que você se emocione.
2. Place des Vosges, onde Jim observava o movimento
📍Place des Vosges – 4º arrondissement

Esta é a praça mais antiga de Paris e, por alguns meses em 1971, também um dos lugares favoritos de Jim Morrison. Inaugurada em 1612, a Place des Vosges tem uma geometria quase perfeita: são 36 pavilhões de ladrilhos vermelhos construídos de forma simétrica, dispostos ao redor de um jardim com fontes, tílias e bancos de ferro pintados de verde.
Morrison vinha aqui com frequência, sentava num dos bancos e escrevia. É provável que parte dos poemas que constam em seu caderno “Paris Journal” tenham sido esboçados nesta praça. Ele também simplesmente observava. Havia algo na escala humana da Place des Vosges, na sensação de estar dentro de uma arquitetura elegante, mas também acolhedora, partilhando espaço com idosos, famílias, casais, pessoas sozinhas. Talvez aquela atmosfera combinasse efetivamente com o que ele estava buscando em Paris.
Sente-se num dos bancos sob as tílias ou no gramado e escreva qualquer coisa num caderno, no celular, num guardanapo. Na poesia de Morrison, percebemos que sua escrita era inseparável da observação. Esta praça convida exatamente a isso: há sempre alguém passando, brincando, conversando.
3. O bairro do Marais: a vida cotidiana de Morrison
📍Rue Saint-Antoine e Rue Beautreillis – 4º arrondissement

Morrison gostava do Marais pela sua quietude e pela escala de bairro. Enquanto em Los Angeles tudo era feito de carro e com longas distâncias, ali ele podia caminhar para comprar o que precisava e passar a tarde inteira na rua sem ter que ir a lugar nenhum em particular.
Na Rue Saint-Antoine, ele comprava queijo numa loja de esquina chamada Les Fils Pervrier (no número 43, hoje uma pizzaria). A fachada e a proposta do local podem ter mudado um pouco, mas a rua é a mesma – com as calçadas largas e os prédios com as sacadas de ferro forjado.
Foi também nesta rua, no dia 2 de julho de 1971, que Jim Morrison fez a sua última refeição num dos cafés desta rua, perto de seu apartamento. Ele comeu frango agridoce e bebeu cerveja, acompanhado por Pamela e pelo seu amigo Alan Ronay.
Já na Rue Beautreillis, número 25, ao lado de seu apartamento, ele costumava comprar vinho branco numa adega história chamada Vin des Pyrénées – local que mantém sua fachada e nome até hoje, apesar de ter passado por uma transformação, de uma loja para restaurante.
Caminhar pela Rue Saint-Antoine e pela Rue Beautreillis hoje é, em certa medida, caminhar pelo mesmo circuito que ele fazia. A escala não mudou. As pedras são as mesmas.
Compre queijo e vinho branco numa das lojas da Rue Saint-Antoine ou da Rue Beautreillise leve para a Place des Vosges. É exatamente o que Morrison fazia.
4. L’Hôtel e o Hôtel George V: os primeiros meses de Jim Morrison em Paris
L’Hôtel
📍13 Rue des Beaux-Arts – 6º arrondissement

Quando chegou a Paris, Morrison ficou por um período no L’Hôtel, no coração de Saint-Germain-des-Prés, na margem esquerda do rio Sena.
O hotel tem uma história literária densa: foi aqui que Oscar Wilde morreu em 1900, no quarto 16. Morrison ficou especificamente neste quarto, uma escolha deliberada e carregada de simbolismo.
Uma das histórias do período conta que, durante uma noite de bebedeira, Morrison caiu de uma janela do hotel sobre um carro estacionado na rua e saiu ileso.
Já no final do século XX, o L’Hôtel foi reformado, mas mantém um interior de forte personalidade, com paredes forradas de tecido.
Mesmo que você não vá se hospedar aqui, vale a pena entrar para tomar algo no bar e observar o espaço.
Hôtel George V
📍31 Avenue George V – 8º arrondissement

Antes de encontrar o apartamento no Marais, Morrison também ficou no George V – um dos hotéis mais luxuosos de Paris, com uma formalidade que ele descreveu, com ironia típica, como um “bordel de pelúcia vermelha”. Era exatamente o tipo de lugar que ele precisava deixar para trás.
Uma passagem rápida pela fachada do George V é suficiente para entender o contraste entre o universo de rockstar que Morrison estava tentando abandonar e a vida de bairro que ele foi buscar no Marais.
5. Saint-Germain-des-Prés: Jim Morrison entre cafés e livros
Café de Flore e Les Deux Magots
📍Boulevard Saint-Germain – 6º arrondissement


Morrison frequentava dois dos cafés mais famosos de Saint-Germain-des-Prés, frequentados por escritores, filósofos e artistas, lado a lado no Boulevard Saint-Germain. O Café de Flore, com as clássicas cadeiras de vime do lado de fora, e o Les Deux Magots, com um design Art Déco mais pronunciado (que foi recentemente reformado). Morrison observava por aqui a elite intelectual de Paris, com uma mistura de admiração e ceticismo que era bastante característica dele.
Esses cafés eram verdadeiros pontos de encontro de intelectuais. Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir faziam de ambos os cafés seus escritórios décadas antes. A tradição estava viva. Morrison, que queria ser reconhecido como poeta, encontrava aqui um ambiente que levava a literatura a sério de um jeito que Los Angeles nunca havia feito.
Escolha um dos cafés, sente-se com calma, peça um vinho branco, uma cerveja ou um café e fique por uma ou duas horas. Leve algo para ler ou escrever.
Shakespeare and Company
📍37 Rue de la Bûcherie – 5º arrondissement


Esta é a livraria mais famosa de Paris para escritores de língua inglesa e fica a poucos passos das margens do rio Sena. Jim Morrison vinha aqui para perambular pelas estantes numa tradição que já havia passado por Ernest Hemingway e F. Scott Fitzgerald.
A loja atual, fundada em 1951 por George Whitman, tem o aspecto de um labirinto construído ao longo de décadas: estantes que chegam ao teto e livros empilhados no chão que dividem espaço com maquina de escrever e mobiliários antigos.
Procure a seção de poesia. Compre algo de Arthur Rimbaud ou Charles Baudelaire – dois poetas franceses do século XIX que Morrison citava como influência. É um bom souvenir deste roteiro.
6. Île Saint-Louis e o Quai d’Anjou: Morrison a beira do rio Sena
📍Quai d’Anjou – 4º arrondissement (Île Saint-Louis)

Jim Morrison gostava de caminhar pela Île Saint-Louis e sentar à beira do Sena para observar os barcos. O Quai d’Anjou, especificamente, chamava sua atenção pelo número 17: o Hôtel de Lauzun, um palacete antigo onde o poeta francês Charles Baudelaire havia vivido e onde funcionava, nos anos 1840, o “Clube do Haxixe” que reunia escritores e artistas. Morrison conhecia essa história e talvez encontrasse nela uma espécie de proximidade consigo mesmo.
A Île Saint-Louis é uma das partes mais preservadas de Paris. Sem metrô, sem a concentração de grandes monumentos nacionais, ela funciona como um enclave residencial no meio do Sena.
Caminhe pelo Quai d’Anjou ao entardecer, quando a luz do sol está mais baixa e o rio começa a ganhar tons mais dourados. Sentar na beira do Sena aqui – como Morrison fazia – é uma das experiências mais simples e mais antigas de Paris.
7. A Rue de Seine e o Rock n’ Roll Circus: onde tinha acesso a heroína
📍57 Rue de Seine – 6º arrondissement
O Rock n’ Roll Circus era uma discoteca no número 57 da Rue de Seine, na Rive Gauche. Nos anos 70, era um dos pontos centrais da cena de heroína em Paris. Morrison frequentava o lugar. O clube fechou e o endereço hoje abriga outros estabelecimentos, mas a Rue de Seine ainda guarda o traçado original.
Este é o local de uma das principais controvérsias sobre a morte de Jim Morrison. Marianne Faithfull, que conhecia bem o círculo de Paris na época, afirmou anos depois que Morrison teria sofrido uma overdose de heroína acidental no Rock n’ Roll Circus naquela noite. Segundo esta versão, seu corpo teria sido levado de volta para o apartamento para evitar o escândalo, sobretudo com traficantes. A versão nunca foi confirmada nem descartada, principalmente porque nenhuma autópsia foi realizada. Jim Morrison foi enterrado dois dias depois, sem investigação formal.
Caminhe pela Rue de Seine até a Rue des Beaux-Arts, onde fica o L’Hôtel. É um percurso curtinho que liga dois dos pontos mais densos deste roteiro.
8. Cemitério Père-Lachaise: o último descanso de Jim Morrison
📍Boulevard de Ménilmontant – 20º arrondissement

Jim Morrison visitou o cemitério Père-Lachaise na semana anterior a sua morte e, segundo relatos de amigos, expressou o desejo de ser enterrado ali. Dois dias depois de sua morte, sob o pretexto de que ele era poeta (e não músico), a permissão foi concedida. Ele está na Divisão 6.
Este cemitério é um dos maiores parques de Paris: são 44 hectares, mais de 70 mil túmulos e 6 mil árvores de grande porte que filtram a luz do sol de formas diferentes dependendo da estação do ano. Parece ser um passeio muito triste para um roteiro de viagem, mas tem uma quietude, uma beleza na dor nesse espaço que concentra a história de tanta gente.
O túmulo de Morrison é um dos mais visitados do cemitério, ao lado dos de Oscar Wilde, Édith Piaf e Frédéric Chopin. Após anos de vandalismo e comportamento destrutivo de fãs, foram instaladas grades ao redor do local. Houve até uma época em que o responsável pelo cemitério disse que, se pudesse, “expulsava” Morrison de lá, pois “causava muitos problemas”. Entretanto, seu túmulo é perpétuo e, por isso, a segurança também foi sendo reforçada ao longo das décadas.
A lápide atual, colocada em 1990 com a organização do pai de Jim Morrison, tem uma inscrição em grego: KATA TON DAIMONA EAYTOY (traduzida de forma livre como “Fiel ao seu próprio espírito” ou “De acordo com o seu próprio destino”).
Chegue no horário de abertura do cemitério para ter alguns minutos de silêncio antes da chegada dos tours e dos demais visitantes. Leve uma cópia de poemas de Morrison para prestar sua homenagem.
9. Passerelle Jim Morrison: uma homenagem póstuma
📍Rue Mornay entre Boulevard Bourdon e Boulevard de la Bastille – 4º/12º arrondissements

Em 2025, o conselho municipal de Paris batizou uma passarela sobre o porto de Arsenal com o nome de Jim Morrison. A ponte, construída em 1825, fica perto da Bastilha, a poucos minutos do apartamento de Jim Morrison da Rue Beautreillis.
É uma inclusão recente ao mapa de Jim Morrison em Paris – e uma adição discreta, como tudo neste roteiro. A ponte não tem nada de grandioso: é uma estrutura que atravessa o canal, com vista para os barcos atracados no porto de Arsenal. Mas o nome ali faz sentido geográfico: ele cruzou esta área centenas de vezes nos meses em que viveu no Marais.
A Passerelle é um bom ponto para encerrar ou começar o roteiro, já que fica a caminho do apartamento. Atravesse devagar.
Jim Morrison e seu Paris Journal
O Paris Journal é um caderno de anotações de Jim Morrison encontrado em seu espólio, considerado possivelmente sua última obra escrita.
Vemos na capa o título escrito a mão e, na parte de dentro, um único poema de 14 páginas e um segundo poema na última página.


O caderno faz parte da coleção “127 Fascination”, um arquivo de manuscritos guardado pela namorada de Jim Morrison, Pamela Courson, entretanto desaparecidos após a morte dela, em 1974. Os documentos foram redescobertos em 1986, numa caixa-forte na Califórnia.
Paris Journal
So much forgotten already
So much forgotten
So much to forget
Once the idea of purity
born, all was lost
irrevocably
The Black Musician
in a house up the hill
Nigger in the woodpile
Skeleton in the closet
Sorry, Didn’t mean you.
An old man, someone’s
daughter
Arises
& sees us still in the room
of off-key piano & bad
paintings
him off to work
& new wife arriving
(The candle-forests of
Notre-Dame)
beggar nuns w/moving
smiles, small velvet sacks
& cataleptic eyes
straying to the gaudy
Mosaic calendar
Windows
I write like this
to seize you
give me your love, your
tired eyes, sad for
delivery
A small & undiscover’d
park-we ramble
And the posters scream
safe revolt
& the tired walls barely
fall, graffiti into
dry cement sand
an overfed vacuum
dust-clock
I remember freeways
Summer, beside you
Ocean-brother
Storms passing
electric fires in the night
“rain, night, misery-
the back-ends of wagons”
Shake it! Wanda,
fat stranded swamp
Woman
We still need you
Shake your roly-poly
Thighs inside that
Southern tent
So what.
It was really wild
She started nude & put
on her clothes
An old & cheap hotel
w/bums in the lobby
genteel bums of satisfied
poverty
Across the street, a
famous pool-hall
where the actors meet
former ace-home of
beat musicians
beat poets & beat
wanderers
in the Zen tradition
from China to the
Subway
in 4 easy lifetimes
Weeping, he left his pad
on orders from police
& furnishings hauled
away, all records &
momentos, & reporters
calculating tears &
curses for the press:
“I hope the Chinese junkies
get you”
& they will
for the poppy
rules the world
That handsome gentle
flower
Sweet Billy!
Do you remember
the snake
your lover
tender in the tumbled
brush-weed
sand & cactus
I do.
And I remember
Stars in the shotgun
night
eating pussy
til the mind runs
clean
Is it rolling, God
in the Persian Night?
“There’s a palace
in the canyon
where you & I
were born
Now I’m a lonely Man
Let me back into
the Garden
Blue Shadows
of the Canyon
I met you
& now you’re gone
& now my dream is gone
Let me back into your Garden
A man searching
for lost Paradise
Can seem a fool
to those who never
sought the other world
Where friends do lie & drift
Insanely in
Their own private gardens”
The cunt bloomed
& the paper walls
Trembled
A monster arrived
in the mirror
To mock the room
& its fool
alone
Give me songs
to sing
& emerald dreams
to dream
& I’ll give you love
unfolding
Sun
underwater, it was
immediately strange
& familiar
the black boy’s
from the boat, fins & mask,
Nostrils bled liquid
crystal blood
as they rose to surface
Rose & moved strong
in their wet world
Below was a Kingdom
Empire of still sand
& yes, party-colored
fishes
-they are the last
to leave
The gay sea
I eat you
avoiding your wordy
bones
& spit out pearls
The little girl gave
little cries of surprise
as the club struck
her sides
I was there
By the fire in the
Phonebooth
I saw them charge
& heard the indian
war-scream
felt the adrenalin
of flight-fear
the exhilaration of terror
sloshed drunk in
the flashy battle blood
Naked we come
& bruised we go
nude pastry
for the slow soft worms
below
This is my poem
for you
Great flowing funky flower’d beast
Great perfumed wreck of hell
Great good disease
& summer plague
Great god-damned shit-ass
Mother-fucking freak
You lie, you cheat,
you steal, you kill
you drink the Southern
Madness swill
of greed
you die utterly & alone
Mud up to your braces
Someone new in your
knickers
& who would that be?
You know
You know more
than you let on
Much more than you betray
Great slimy angel-whore
you’ve been good to me
You really have
been swell to me
Tell them you came & saw
& look’d into my eyes
& saw the shadow
of the guard receding
Thoughts in time
& out of season
The Hitchiker stood
by the side of the road
& levelled his thumb
in the calm calculus
of reason.
Para saber mais sobre Jim Morrison em Paris:
- The Complete Paris Guide for Jim Morrison Fans
- The Mysteries of Jim Morrison’s Paris – Bonjour Paris
- What Jim Morrison Ate – The Food Etymologist
Rota do Rock em Paris, França ♫
Por aqui você encontra lojas de discos, bons lugares para ver shows e bares que mantêm o espírito do rock vivo. Veja o nosso guia completo e confira a agenda atualizada de shows na cidade!

